quarta-feira, 17 de setembro de 2014

[Resenha 06] As Violetas de Março - Sarah Jio

"Annabelle estava trabalhando em seu doutorado em antropologia social. Em seus dois anos de pesquisa, analisou dados de casamento e de divórcios de uma forma não convencional. De acordo com seus resultados, a taxa de sucessos de um casamento podia ser prevista com precisão pelo nome do homem" 

(As violetas de março, Sarah Jio, Pág. 14)




Sinopse: 
"Emily Wilson tinha tudo para ser um exemplo de mulher bem-sucedida. Escritora consagrada e com um casamento estável, sua vida parece imune aos problemas que afetam todo mundo. Até que seu marido escolhe outra mulher com quem dividir a vida.
Apesar do coração partido - e de se sentir rejeitada e abandonada - Emily não se deixa abater completamente: arruma as malas e parte em direção a uma nova história que o destino vai se encarregar de finalizar.
As violetas de março é uma história sobre o amor e a falta dele. É sobre almas gêmeas e sobre a força do destino. É um romance capaz de nos fazer desabrochar para a esperança, ainda que isso pareça impossível. Assim como as violetas em março."


Opinião:
Começo dizendo que essa sinopse é bem fraca. Não conta muito sobre nada. A pessoa teria que se fiar na capa (bem "mais ou menos"), no nome da autora (desconhecida no BR) ou nas indicações na contracapa (da autora de "Procura-se um amor que goste de cachorros" que só conheço de filme e uma outra aí) para se interessar por ele. Vale dizer que não fui eu que me interessei por ele. Emprestaram-me de surpresa (Círculo Viajante Misterioso), caso contrário não teria me chamado atenção.

Gostei de ter lido esse livro.
Preciso dizer que me lembra muito muito muito o tipo de história de Nicholas Sparks e eu juro que é verdade que fui ver se a autora existia ou se era um pseudônimo dele.  

A sinopse é ruim. Emily começa divorciada, assinando papéis. Ela vai pra uma cidadezinha, ilha, onde passava as férias de verão quando criança e fica hospedada na casa da sua tia avó Bee. Logo nos primeiros momentos dela na ilha, Emily encontra um antigo diário que poderia também ser um livro, de tão bem escrito. A autora de "As Violetas de Março" nos "presenteia" com o que está escrito no diário também, então temos duas histórias paralelas: Emily tentando se encontrar pós-divórcio e Esther, a dona do diário contando o que se passou na sua vida lá pelos anos 1940.

Esther era apaixonada por Elliot, mas rompeu com ele o noivado e ele foi para guerra e ela casou-se com outro. Depois de alguns anos, vivendo num casamento completamente infeliz e com uma bebê pequena, Elliot retorna da guerra e para a vida de Esther, fazendo uma reviravolta no mundo de Esther, com consequências trágicas.

Ambas as narrativas são legais e assim como Emily, me peguei tentando adivinhar quem diabos era Esther. Se era apenas uma personagem, se era alguém conhecido dela escrevendo com outro nome sua história.

Nos "tempos atuais" Emily se envolve com Greg, um ex-paquera de sua época de adolescente e um misterioso Jack. É só Emily comentar para Bee que conheceu Jack e seu avô que esta se fecha completamente e parece aversa a tudo que venha deles.

Também temos Evelyn, uma senhora simpática e melhor amiga de Bee, que vai clarificando um pouco as dúvidas de Emily (e as nossas) sobre o misterioso diário, sobre o paradeiro de Esther/Elliot e sobre a aversão de Bee à família de Jack.

É um bom livro sobre segredos de família e descoberta de si mesmo, que prega aquela máxima "devemos saber de onde viemos para saber para onde vamos". Há um pouco de sentido nisso, não é? 

 =D

Sobre a citação: Annabelle é a melhor amiga de Emily e aparece pouco, mas adorei esta peculiaridade dela, simplesmente por dois motivos. Um: mostra bem que tipo de pessoa que ela é. Dois: eu costumo acreditar em quase a mesma coisa! Chamo de "Karma de Nome" e apesar de achar errado, acabo sempre pensando que devido às minhas experiências prévias, Lauras são nojentas, Carolinas estragam minha vida, Diegos são gostosos, e Daniels então "don't even get me started" ;)

Recomendo??
Sim, principalmente para quem gosta de Nicholas Sparks, mas também para outros fãs de suspense e romance. Devo dizer que nunca tinha lido um romance com tanta cara de suspense e um suspense com tanta cara de romance. Recomendarei sim ele para muita gente.

Releria?
Acho que não. Assim como todo livro de suspense, ao saber o fim, não tenho mais tanto interesse em reler, mas poderia reler ele. Foi uma boa leitura, me prendeu.